Críticas publicadas:

dd/mm/aaaa - Jornal do Commercio (PE), por Scheneider Carpeggiani
Os 10 livros que marcaram 2004


Escrita .Home / Escrita




JORNAL DO COMMERCIO, RECIFE (PE) Colunista: Schneider Carpeggianni
Os dez livros que marcaram 2004
Publicado em 14.12.2004

A Morte Sem Nome (Santiago Nazarian) – A história de uma suicida serial (!!!) que procura as diversas possibilidades de uma morte perfeita e nada silenciosa, escrita por um dos nomes mais interessantes da nova literatura brasileira.

Diana Caçadora/ Tango Fantasma (Márcia Denser) – Márcia Denser é barra pesada, um fantasma vivo regado a noitadas que nunca acabam, cercada pelos maiores clichês masculinos e femininos que só uma cidade grande pode nos oferecer. Esse livro, na verdade, é o relançamento de dois títulos clássicos dos anos 80, no velho esquema ‘dois em um’, que estavam fora de catálogo. Vale a pena correr atrás também do último de inéditos de Márcia, Toda Prosa, lançado em 2002.


Memoria de Mis Putas Tristes (Gabriel García Marquez) – No dia em que completa 90 anos, um homem decide comemorar a data fazendo sexo com uma adolescente virgem e se depara com a dificuldade de lidar com o amor e todos os demônios que acompanham esse sentimento. García Marquez continua, sim, sendo um clichê ambulante, mas poucos conseguem fazer um clichê tão bom quanto ele. Ainda não lançado no Brasil, o livro pode ser encomendado pela Livraria Cultura no original em espanhol - www.livrariacultura.com.br.


Política (Adam Thirlwell) – Uma das novas sensações da atual literatura inglesa nos lembra aqui que sexo não é só um jogo envolvendo corpos e suor.


Lendo Lolita em Teerã (Azar Nafisi) – Metade confessionário da situação feminina no Oriente Médio, metade documento de como a literatura pode agir de forma definitiva no destino das pessoas.

Invenção Recife 1 (vários) – Urbana, neurótica, confessional – essas são algumas das chaves para se entender o que os poetas recifenses andam aprontando.


Arquitetura do Arco-Íris (Cíntia Moscovich) – Em 12 contos, a autora gaúcha nos lembra que o inferno nem sempre são os outros.


O Vendedor de Passados (José Eduardo Agualusa) – Um romance que vende ao leitor a idéia de que tudo o que foi vivido pode ser, ao menos, reescrito. Agualusa foi a grande estrela da Festa Literária Internacional de Parati deste ano. Do mesmo autor, Nação Crioula também está disponível no Brasil.


O Xará (Jhumpa Lahiri) – Em poucas palavras: o estrangeiro (e não estamos falando aqui só do clássico de Camus).


Cinco Marias (Fabrício Carpinejar) – O poeta gaúcho lança seu melhor livro em que graves problemas familiares descortinam algumas das maiores angústias humanas. Vale também conferir Caixa de Sapatos, reunião dos principais poemas desse autor de carreira meteórica.



<<voltar