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28/08/2007 - O Tempo, de Belo Horizonte, por Liliane Pelegrini
Cíntia Moscovich fala de sua estima pelo conto

Cíntia Moscovich fala de sua estima pelo conto

Escritora gaúcha que integra a chamada Geração 90 da literatura brasileira é a convidada do projeto Ofício da Palavra

LILIANE PELEGRINI

Não é exagero dizer que o conto é a grande paixão e a grande escola da gaúcha Cíntia Moscovich, escritora que, reconhecidamente, é um dos principais nomes da chamada "geração 90 da literatura brasileira" - e que conta, também, com escritores como Marçal Aquino, Fernando Bonassi, Marcelo Mirisola e Marcelino Freire, entre outros. Em 1995, antes de publicar seu primeiro livro ("O Reino das Cebolas", que só veio um ano depois), ela conquistou o primeiro lugar no Concurso de Contos Guimarães Rosa, da Rádio France Internationale, de Paris, e, apesar de ter se aventurado por outros estilos literários, é o conto que está sempre ao seu lado. "Se uma pessoa entender o que é o conto, vai entender qualquer expressão literária, seja como leitor ou escritor", diz Cíntia.

É claro, então, que muito do bate-papo que Cíntia faz hoje à noite em Belo Horizonte, ao participar do projeto Ofício da Palavra, no Museu de Artes e Ofícios, tem a ver justamente com esse gênero que a fez reconhecida em sua arte. "As pessoas se interessam em como é que nós, escritores, conseguimos, a partir de uma idéia, escrever um livro inteiro, ou ir da primeira à última página de uma história a ser contada", conta a escritora. Mas há algumas técnicas, Cíntia admite. "Para escrever um conto, há de se ter sempre em mente que você tem que contar duas histórias: aquela com palavras escritas, ali expostas, e outra que está por baixo dessa primeira, uma grande história oculta, um grande subtexto", afirma a autora, para quem o conto é um gênero cheio de sutilezas. "O escritor tem que dar pistas para que o leitor descubra por si só todo o universo do texto", ressalva Cíntia Moscovich.

AGENDA - Projeto Ofício da Palavra com a escritora Cíntia Moscovich, hoje, às 19h30, no Museu de Artes e Ofícios (praça da Estação, centro). Entrada franca (capacidade para cem pessoas). Saiba mais sobre a escritora no site www.cintiamoscovich.com .



Publicado em: 29/08/2007


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